Além do nosso blog, você poderá encontrar o Sonora Aurora no grupo do LastFM e no Facebook.


Chris Potter Underground Orchestra - Imaginary Cities (2015)
Postado por Thiago Miotto em segunda-feira, 19 de janeiro de 2015.

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Chris Potter é um multi-instrumentista e compositor nascido em Chicago, reconhecido há tempos como um dos maiores saxofonistas vivos. Em sua lista de trabalhos constam mais de uma dezena de álbuns autorais, além de centenas de álbuns como sideman junto de muitos dos maiores músicos ativos nas últimas décadas. Como poderão conferir, Potter e companhia abrem o ano de 2015 nos presenteando com um belo trabalho.

Formação:

Chris Potter: tenor and soprano saxophones, bass clarinet
Adam Rogers: guitars
Craig Taborn: piano
Steve Nelson: vibraphone, marimba
Fima Ephron: bass guitar
Scott Colley: double bass
Nate Smith: drums
Mark Feldman: violin
Joyce Hammann: violin
Lois Martin: viola
Dave Eggar: cello
 





Ivo Perelman - Bendíto of Santa Cruz (1999)
Postado por Andre Carvalho em domingo, 18 de janeiro de 2015.






Como o Fabricío Vieira observou  muito bem no seu post sobre o Perelman no Free Form Free Jazz, a abstração foi tomando lugar importante na obra do saxofonista, muito pelas parcerias as quais ele foi desenvolvendo (Matthew Shípp parece ser um dos mais importantes neste sentido). O álbum em questão, Bendíto of Santo Cruz, parece ter uma importância vital na obra do Perelman, como um ponto comum entre os anos 2000 e a década de 90, algo que ajustadamente condensa os dois. 

É um álbum primoroso, absolutamente fantástico. A segunda faixa, Macumba, não poderia ser mais cartesiana e solipsista, e o clima disso é grandioso.




Perelman devia ser ensinado nas escolas, tocado nas academias, ouvido nos bailes da terceira da idade, durante cirurgias cardíacas, em luais de estudantes de medicina, no radinho daquele ambulante maroto, nas esperas de chamadas das malditas e miseráveis operadores telefônicas, em torneios de bocha, na rua, na chuva, ou na fazenda, ou numa casinha de sapê. Ivo Perelman é vida.















Ivo Perelman: tenor saxophone
Matthew Shipp: piano


tracks:

Bendito of Santa Cruz (Take 1)
Macumba 
Anglo 
Roses 
Zé Do Vale 
Cego 
Cana Fita 
Bandeirantes 
The Lion
Bendito of Santa Cruz (Take 2) 


320 kbps | 110 MB
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FLAC | 261 MB
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Inhabitants - A Vacant Lot (2010)
Postado por Andre Carvalho.









Far Away In Old Words
Threes
Over It Begins
Wath About The Water?
Journey Of The Loach
Whistling Pass
Let Youth Be Served
Pacific Central






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Great Jewish Music: Jacob do Bandolim (2004)
Postado por Andre Carvalho em quinta-feira, 15 de janeiro de 2015.














Jacob do Bandolim foi um dos mais importantes nomes do choro no Brasil. Judeu de descendência polonesa por parte de sua mãe, nasce na segunda década do séc. XX na cidade do Rio de Janeiro, e na sua infância cercada de músicos, em pouco tempo desenvolve seu talento como bandolinista. 







Esta série da Tzadik, de homenagens a grandes músicos de origem judaica, traz grandes nomes do avantgarde para interpretar obras desses músicos homenageados. Nomes como Carla Kihlsted, Cyro Baptista, Rob Burger, Shanir Ezra Blumenkranz, Jamie Saft e outros. 










Noites cariocas (Cyro Baptista)
Pérolas (Ben Perowsky)
Assanhado (Rob Burger & Mauro Refosco)
Reminiscências (Rashanim)
Migalhas de Amor (Ana Cohen & The Choro Ensemble)
Sapeca (Pharao's Daughter)
Santa Morena (Shanir Ezra Blumenkranz)
Receita de Samba (Davka)
Falta-me Você (2 Foot Yard)
Sempre teu (Tim Sparks)
Mimosa (Carol Emanuel)
Ciumento (Jamie Saft)


68 MB |192 kbps



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Charles Gayle - Consecration (1993) [REPOST]
Postado por Andre Carvalho em segunda-feira, 12 de janeiro de 2015.




Post especialmente dedicado para todos os amigos que conheci recentemente ao visitar o Rio de Janeiro. Ramon, Rômulo, Eddy, André Aires, Wanda e Bruna Almeida. Pelos bons momentos e pela feliz oportunidade de conhecer tantas pessoas sinceras e realmente especiais. Infelizmente não tenho ideia se algum dia voltarei a vê-los, mas certamente guardarei para sempre as memórias daquela inesquecível sexta-feira daquele final de novembro. Obrigado à todos por tudo.


                                                           °°°


Charles Gayle nasceu em fevereiro de 1939, em Buffalo, New York. Chegando a dar aulas de música na Universidade de Buffalo no final dos anos 60; passou grande parte da sua vida (mais de 20 anos) sendo morador de rua e tocando nos becos e estações de metrô de Nova York. Nos anos 80 foi descoberto pela Knitting Factory, por onde pode lançar seus álbuns.

Pouco se sabe sobre a vida de Charles Gayle, pois pouco ele revela. Como ele veio a se tornar um morador de rua ainda é um mistério. Uma das poucas coisas mencionadas por ele foi seu primeiro contato com a música. A irmã mais nova de Charles recebia aulas de piano em casa, Charles acabou se interessando e aprendeu uma ou duas pequenas peças a serem executadas no piano, mecanicamente por assim dizer. Mas a partir destas duas peças, Charles tornou-se um auto-didata e adentrou sua alma na música.

Certa feita elogiaram  o free-jazz o qual ele tocava, e Charles ficou impressionado, pois tampouco sabia que o quê ele tocava era free-jazz.

Uma das características do Senhor Charles é ele ser um homem extremamente religioso. Influenciado pelo antigo e novo testamento, e por a música gospel negra das igrejas americanas, o free-jazz de Charles Gayle é espiritual.






















O Father
Rise Up
Justified
Glorious Saints
Thy Piece
Redemption




FLAC | 425 MB


320 kbps | 145 MB



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Improviso livre: o verso livre da música.
Postado por Thiago Miotto em quarta-feira, 31 de dezembro de 2014.
Deixo abaixo um texto da autoria de André de Castro de Sealand traçando um paralelo e reflexão comparando a improvisação livre musical com o verso livre em poesia.

"Acho muito engraçado quando ouço várias pessoas falando bem e achando totalmente aceitáveis na arte coisas como o verso livre da poesia e estilos de pintura como o de Jackson Pollock, mas, quando o papo é música, tornam-se os maiores reacionários da forma e atacam a música improvisada como sendo "amusical"... E olha que eu gosto da forma, escrevo até sonetos, villanelles, haicais, tankas, quadras, sestilhas... Mas também escrevo verso livre. E não é porque ele é livre que prescinde do ritmo. O ritmo existe, apenas é mais complexo que o das formas antigas, mudando constantemente de lugar e direção...

Gosto de usar a analogia da casa e das grandes vastidões quando comparo formas fixas poéticas com o verso livre: formas fixas são como uma casa: há paredes, cômodos com funções definidas e maneiras de se comportar na casa, mesmo sendo nossa. Afinal, não é lá muito comum quebrarmos a pia de nosso próprio banheiro ou da área de serviço, pelo menos não em ocasiões quotidianas... Além disso, a analogia da casa é ótima também para explicar que uma pessoa só se sente "presa" entre essas paredes se ela não souber fazer dela seu lar, mas sim uma prisão...

O verso livre, por outro lado, é como uma grande vastidão: um deserto, um oceano, um pampa verde e sempre inóspito, não importa quantos homens e mulheres o atravessem, não importa quantos cavalos e bois...

É mais desafiador percorrer essas vastidões? Claro que é! Deve-se estudar o terreno (sim, deve-se estudar o terreno, deve-se estudar o verso livre), fazer conjecturas, pisar aqui e ali para ver se não há areia movediça ou animais perigosos, desfiladeiros, inimigos e outros tipos de adversidades e obstáculos. Mas para todos os que praticam este tipo de forma poética é totalmente desnecessário dizer que as recompensas são magníficas: paisagens sensacionais e nunca antes - nunca antes mesmo! - percorridas, descobrimentos de novas terras, seres que o idioma ainda nem sequer nomeou! Talvez até o descobrimento de nós mesmos. E essa talvez seja a grande busca de todas. Afinal, Hegel nos diz que a tarefa da Arte é a de nos encontrarmos enquanto seres humanos nela. Nos encontrarmos em nossas próprias criações. E alguém pode se encontrar entre quatro paredes, em seu próprio quarto, como o narrador de Xavier de Maistre em Viagem ao Redor de meu quarto, ou como o herói de Homero, Odisseu, que chegou aos Feácios completamente só e exausto, depois de enfrentar o poderoso mar de Poseidon.

Pois bem, eu comparo as formas fixas da poesia com as formas fixas da música. Até porque, árias e outras formas musicais inclusive têm a mesma estrutura de rimas e outras características formais da poesia. Basta analisar uma partitura antiga: veremos a estrutura exatamente como a das rimas da poesia: AABB, etc...

Claro, música e poesia eram unidas, eram gêmeas siamesas na antiguidade.

No entanto, se a poesia evoluiu, conseguindo se libertar da tirania da forma, por que ainda muitos acham estranho quando ouvem música improvisada? O poeta ou poetisa hoje têm a liberdade de utilizarem formas fixas ou verso livre, às vezes até mesmo uma combinação de ambas para chegar ao resultado que só eles buscam, não raro seguindo o próprio instinto, sem saber exatamente o que querem, por intuição, pura tentativa e erro. Mas o acerto dessa tentativa e erro, se for feito com muito estudo, dedicação, sinceridade e, principalmente, honestidade, tendo sempre em mente o público, traz recompensas quase sempre inestimáveis para todos.

Tudo isso para dizer que eu entendo a música improvisada como o verso livre da música: continua tendo ritmo, continua tendo suas regras. Mas suas regras são bem mais difíceis de entender - como as regras do deserto ou do oceano. É preciso muito cuidado para não morrermos de sede ou afogados. Mas o risco é válido. Melhor do que ficar sempre em casa, tomando chá com Handel.

A música é definitivamente a arte mais reacionária de todas. E o improviso livre é o pequeno revolucionário, que já existia, livre pela Terra, antes da arrogância nomeá-lo como "tendo que pertencer sempre ao Reino X ou Y.

Por enquanto, a música como um todo ainda é vista pela grande maioria das pessoas como um reino despótico, uma monarquia totalmente absolutista, do erudito ao axé, do jazz ao funk carioca. Resta saber se nós, do improviso livre, conseguiremos fazer com que ela chegue pelo menos a uma solução de compromisso, a uma espécie de liberalismo musical, ou seja, um equilíbrio entre caos total e ordem, entre individualismo e a sociedade, enfim, entre uma música totalmente feita para o ego do artista, inescutável, e uma música ditatorial, sujeita aos modismos da sociedade, que nem ao menos sabe por que a consome. Chegaremos - já chegamos! - a esta espécie de caos coeso, a uma forma que possa ser apreciada e compreendida pelo público, compreendida de verdade, não apenas aquele tipo de aceno afirmativo de cabeça que muitos fazem diante de obras sem sentido, apenas porque não têm coragem de afirmar que o que encontraram é uma droga?

Não tenho dúvidas. Mas é preciso que tanto ouvintes quanto músicos pensem sobre essas questões."

(autor: André de Castro de Sealand)
 





akaaka - Framework (2014)
Postado por Lucas aka em quarta-feira, 17 de dezembro de 2014.
'Framework' é uma passeio de 12 faixas pelo garage, ambient e chillwave, em um diálogo constante com o universo digital.


 

DOWNLOAD NO BANDCAMP 
 





The Dead C - The White House (1995)
Postado por J.V. em quinta-feira, 23 de outubro de 2014.
 



1."Voodoo Spell"  2:33
2."The New Snow"  12:27
3."Your Hand"  7:24
4."Aime to Prochain Comme Toi Même"  0:56
5."Bitcher"  6:32
6."Outside"  17:58

---

  • The Dead C – production
  • Michael Morley – instruments
  • Bruce Russell – instruments
  • Robbie Yeats – instruments

  • Download

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    Sonora Aurora Youtube
    Postado por Andre Carvalho em quarta-feira, 22 de outubro de 2014.
    Kronos Quartet play's Sigur Rós
    Postado por Andre Carvalho em terça-feira, 21 de outubro de 2014.





    Aqui essa maravilha, Kronos Quartet interpretando Sigur Rós, e justo a primeira música é a qual eu considero a melhor do Agaetis Byrjun, Flugufrelsarinn. 





    Flugufrelsarinn
    Star-Spangled Banner (inspired by Jimi Hendrix)


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    Umlaut
    Postado por Henrique Tonin em sexta-feira, 17 de outubro de 2014.

     To Your Poverty Quietly Go - 2014

    Umlaut é um dos mais bacanas dentre os projetos dos remanescentes do Mr. Bungle, e deve ser o que mais lembra o som da banda. Mas mesmo que em alguns momentos você tenha a impressão de ouvir os próprios Trey Spruance, Trevor Dunn e companhia, saiba que são apenas jovens músicos que Clinton "Bär" McKinnon reuniu na Austrália para pôr em prática suas ideias, que tiveram pouco espaço na antiga banda californiana, já que ele começou a contribuir com composições meio tardiamente — o que não o impediu de deixar sua marca.

    Bär McKinnon conta que umas das suas contribuições ao Mr. Bungle eram ideias que tinha e que Mike Patton terminava como se fossem suas, transformando-as em vocais que encaixavam perfeitamente nas músicas. Isso pode ser considerado até uma falta de consideração de Mike Patton pelos colegas, mas também mostra o nível de afinidade entre os membros da banda e o talento absurdo do vocalista, mas antes de tudo faz pensar na qualidade musical de McKinnon: quem conhece os vocais de Mike Patton para o Mr. Bungle, em especial na fase final, sabe quantas melodias incríveis estão neles, e esse cara era um dos responsáveis por isso.

    Ao contrário dos seus antigos companheiros, Bär McKinnon não é tão prolífico, mas trabalha incansavelmente nas suas músicas: o até há pouco único álbum (também intitulado Umlaut) é uma joia e este também é. Ele puxa para aquela vertente do álbum California, relativamente complexo e divertido, com uma infinidade de sons (não só estilos: uma infinidade de barulhinhos e um instrumental excelente, com uma grande produção).

    Os heróis da divulgação da música alternativa de fato do The Holy Filament publicaram um resenha bem mais completa e séria quando o álbum saiu, em agosto desse ano. Confira aqui. O Flavio Seixlack também escreveu uma muito boa no Suppaduppa.

    Você pode comprá-lo no site do selo Romero Records e ajudar uma das bandas mais legais da atualidade, que infelizmente cancelou há pouco tempo uma tour pela América do Sul. Quem sabe um dia eles tenham suporte suficiente e apareçam por esses lados. 

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    Trivia: provavelmente só o próprio Mckinnon sabe em que lugar do nome "Umlaut" vai o trema; já vi ele escrito em qualquer uma das três vogais. Por convenção, no last.fm se usa "Ümlaut" e "Umläut" para distinguir de outros artistas com o mesmo nome.

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    Henry Kaiser - Under The Ice, Live At 21 Grand, Oakland (June 2008)
    Postado por Andre Carvalho em quarta-feira, 15 de outubro de 2014.


    Agradecimentos especiais ao camarada Suco de Fruta, vulgo Suco, residente em Foz do Iguaçu, na República Popular e Democrática do Paraná, por ter subido novamente esta pérola um tanto quanto esquecida, a qual havia sido inicialmente compartilhada pelo Henrique Tonin.

    Eu havia subido o álbum pro youtube, mas em seguida o google deletou minha conta e me desanimei um tanto pra postar aqui, mas, de ânimos devidamente bem recarregados, subo ele novamente. E aí está. 









    77 MB | 320 kbps
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    Shub-Niggurath - Les Morts Vont Vite (1986)
    Postado por Daniel.


    Como prometido está ai o album do Shub Niggurath, uma das melhores bandas de chamber rock de todos os tempos.

    Genre: RIO/ Avant-prog/ Chamber Rock
    Origin: France


    PROG ARCHIVES







    81 MB - Download






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    Drunken Forest - EP (Biaggio Vessio) - WAV e mp3
    Postado por Thiago Miotto em quarta-feira, 10 de setembro de 2014.


    Drunken Forest é um desafiador projeto de Biaggio Vessio, guitarrista, compositor e improvisador paulistano. Muitas críticas estão classificando o álbum e projeto como Math Rock, mas, ao invés de reduzi-lo ao que comumente é conhecido pelo estilo, estou mais propenso a enxergá-lo como um trabalho que segue na direção do “poliestilismo radical”, que podemos conferir em diferentes abordagens nas obras de Alfred Schnittke, Ennio Morricone, Fantômas, Frank Zappa, John Zorn, Luciano Berio, Mr. Bungle, entre outros.

    Conheço pessoalmente o Biaggio há anos e acredito que posso afirmar sem receio que, apesar do pouco conhecimento do público (muito por conta de ter nascido e morar no Brasil, país que oferece pouco espaço para este tipo de música), ele é um dos maiores responsáveis na atualidade por novas abordagens na maneira de tocar guitarra e compor a partir do instrumento. O EP que segue é uma prova viva do que falo. Nas entrelinhas das passagens, sem o apelo visual, fica difícil distinguir quanto domínio e técnicas inusitadas o trabalho pede. De qualquer maneira, a trama sonora não perde em nada para o espanto que é assistir o Biaggio tocando suas músicas.

    À parte o trabalho com as composições, o guitarrista também se aventura no crescente cenário paulistano da improvisação livre, tendo sido integrante do extinto quinteto Mnemosine 5, que vocês podem conferir em vídeo clicando aqui, e participando esporadicamente do Circuito de Improvisação Livre. 

    Por fim, há um fato que chama muita atenção neste EP: com exceção do saxofone, todos os outros instrumentos - guitarra, baixo, teclados, bateria e percussões - foram escritas e ou executadas pelo próprio Biaggio Vessio.

    Resumidamente: aos ouvidos sem barreiras, fica a dica de um ótimo trabalho a ser conferido.


    download:

    WAV - 78 MB

    mp3 - 15 MB

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    Eli-Eri Moura - Requiem Contestado (1995)
    Postado por Andre Carvalho em domingo, 31 de agosto de 2014.




    Como o próprio nome sugere, este não é um requiem comum (nem um pouco aliás).


    O PQP Bach fez uma resenha linda (e obrigatória) sobre esta obra (click aqui), detalhadamente dissertando sobre todos os seus aspectos criativos, por isso não me sinto nem um pouco confortável em dissertar muito. Só o que posso dizer é que fiquei maravilhado e impressionado, primeiro pela beleza e desafio do Requiem, e segundo por saber que música de tamanha qualidade e engenhosidade é feita no Brasil (o que é uma besteira se impressionar com isso, mas infelizmente ainda se tem alguns vícios que não são deixados de lado facilmente).


    Se eu fosse paraibano iria agora mesmo no Departamento de Música da Universidade Federal da Paraíba dar um abraço nesse senhor, o se ia!
















    Vianey Santos, tenor
    Wanini Emery, soprano
    Tião Braga, recitante
    Coral Universitário da Paraíba Gazzi de Sá
    Orquestra de câmara formada por integrantes do Quinteto da Paraíba, do Quinteto de Sopros Latino-Americano e convidados.
    Regência e composição: Eli-Eri Moura


    Introitus
    Kyrie
    Non credo
    Confiteor
    Gloria
    Dies irae
    Rex tremendae
    Confutatis
    Communio
    Sanctus


    192 kbps | 54 MB


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    John Zorn - On Leave Of Grass (2014)
    Postado por Andre Carvalho em terça-feira, 26 de agosto de 2014.








     

     Composto em homenagem ao grande poeta e gênio americano, pai do livre verso, Walt Whitman, On Leave Of Grass é o terceiro álbum da formação Nova Express, composto por John Medeski, Trevor Dunn, Kenny Wollesen e Joey Baron.

    Possui a mesma linha de lirismo de alguns dos últimos trabalhos do Zorn, como o The Mysteries


    Mais um baita álbum do Zorn, pra variar.














    Personnel:
    Trevor Dunn - Bass
    Kenny Wollesen - vibes
    Joey Baron - drums
    John Medeski - piano
    Ikue Mori - eltronics in Mystic Cyphers


    Whispers of Heavenly Death
    Song at Sunset
    Halcyon Days
    Portals
    Sea Drift
    Song of the Open Road
    The Body Electric
    Mystic Cyphers
    America

    112 MB | 320 kbps
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    Charles Lloyd & Maria Farantouri - Athens Concert (2011)
    Postado por Andre Carvalho em quarta-feira, 20 de agosto de 2014.




    Fantástico ábum, a primeira colaboração (apesar do longo tempo de amizade) de Charles Lloyd e Maria Farantouri. 

    Maria Farantouri é uma musicista de renome mundial, ativista política e cultural.Trabalhou exilada durante os vários anos da ditadura militar grega, entre os anos de 1967 e 1974, participando de vários trabalhos onde empresta sua voz para obras musicadas de poetas como Pablo Neruda e Frederico García Llorca, e até canções célebres como "Hasta Siempre Comandante Che Guevara". Mais a frente postarei o álbum onde ela é voz principal no trabalho de orquestração de 7 poemas do Neruda, chamado "Canto General", do grego Mikis Theodorakis.

    Em suma, um álbum incrível.
















     Recorded live June 2010

    Personnel:
    Charles Lloyd tenor saxophone, flute, tarogato
    Maria Farantouri voice
    Jason Moran piano
    Reuben Rogers double-bass
    Eric Harland drums
    Socratis Sinopoulos lyra
    Takis Farazis piano


    CD 1
    Kratissa ti zoi mou
    Dream Weaver
    Blow Wind
    Requiem

    Greek Suite, Part I
    Hymnos stin Ayia Triada
    Epano sto xero homa
    Messa Stous paradissious kipous
    Taxidi sta Kythera

    CD 2
    Prayer

    Greek Suite, Part II
    Vlefaro mou

    Margaritarenia
    Thalassaki Mou

    Greek Suite, Part III
    Epirotiko Meroloi
    Kaegomae kae Sigoliono
    Mori kontoula lemonia
    Alismono kae haeromae
    Tou hel’ to kastron
    Yanni Mou


    219 MB | 320 kbps
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    BadBadNotGood - III (2014)
    Postado por Andre Carvalho em quinta-feira, 24 de julho de 2014.


    Viciante.









    Personnel:
    • Matthew Tavares - Composer, Guitar (Electric), Keyboards, Main Personnel, Piano, Piano (Electric), Producer, Synthesizer
    • Chester Hansen - Bass (Upright), Composer, Guitar (Bass), Guitar (Electric), Keyboards, Main Personnel, Producer, Sampling, Synthesizer
    • Alexander Sowinski - Composer, Drums, Main Personnel, Percussion, Photography, Producer, Sampling, Synthesizer, Wood Block
    • Joao Carvahlo - Mastering
    • Leland Whitty - Saxophone, Violin, Viola, Featured Artist
    • Tommy Paxton-Beesley - Cello, Violin, Guitar (Electric)

    Triangle
    Can't Leave The Night
    Confessions (feat. Leland Whitty)
    Kaleidoscope
    Eyes Closed
    Hedron
    Diferently, Still
    Since You Asked Kindly
    CS60

    107 MB | mp3 320
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    Animal Collective - Danse Manatee (2001)
    Postado por J.V. em quinta-feira, 26 de junho de 2014.
    Pretendo postar a discografia da banda aqui um dia; enquanto não alcanço a organização necessária, segue uma postagem pra esse que é o segundo e, talvez, mais experimental álbum que eles fizeram em sua, antes de gloriosa, contidamente barulhenta origem; certamente um dos discos mais originais que tive a oportunidade de parar para ouvir nesse começo de milênio...

     
     
     
     
    'Danse Manatee is the second album by Baltimore based band Animal Collective, released in July 2001 on Catsup Plate under the name Avey Tare, Panda Bear and Geologist. Only 1000 copies were made for the Catsup Plate release, but it has since been re-released as a double CD along with Spirit They're Gone, Spirit They've Vanished in 2003 on Fat Cat Records. Band member Geologist, who joined Avey Tare and Panda Bear for the first time on this release, has said that this is perhaps his favorite Animal Collective album, despite its general lack of popularity among fans and critics.
     
    'The album was recorded in many different locations, including Avey's parents house, the house the band shared in Brooklyn Heights, and Geologist's college dorm room and radio station. To create the sounds the group made use of guitar, synths, samples, and did percussion with whatever was lying around.
     
    'At the time of recording, the band was into extreme frequencies. Their goal was to experiment with intense high and low sounds and how they occupied space in the room and moved around in the listener's head. This created a challenge during the mastering process, as they could not raise the volume of the whole mix without causing the sounds to digitally distort. Geologist had this to say about the recording of the album on the Collected Animals forum:
     
    '"We used guitars drums synths and made a bunch of sounds on minidiscs and did percussion stuff on whatever was lying around. We recorded part of it at Dave's parents house, some at the old AC house in Brooklyn Heights, some in my college dorm room and some at my college radio station. Basically wherever we could find a quiet spot. We just wanted to explore a new style of playing on record. This was after the three of us had spent most of the summer improvising and playing around with fusing song structure and noise and looking for ways to do it with fluidity. We were also interested in extreme frequencies, both low and high, and how they occupied space in the room and moved around in your heads. That record upset a lot of people, especially the people that really loved Spirit. Most people still dislike it as we saw when Fat Cat released the two of them together. But we're pretty proud of it."
     
    'For the Spirit/Danse reissue on FatCat Records, Danse Manatee was remastered by Sung Tongs producer Rusty Santos.'
     
    Fonte: Wikipédia.
     

    Track listing

    1. "A Manatee Dance" – 1:02
    2. "Penguin Penguin" – 2:15
    3. "Another White Singer (Little White Glove)" – 1:58
    4. "Essplode" – 3:23
    5. "Meet the Light Child" – 8:44
    6. "Runnin' the Round Ball" – 2:07
    7. "Bad Crumbs" – 1:43
    8. "The Living Toys" – 7:48
    9. "Throwin' the Round Ball" – 1:35
    10. "Ahhh Good Country" – 8:18
    11. "Lablakely Dress" – 2:38
    12. "In the Singing Box" – 5:36

    Personnel

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