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History of Sacred Music Vol 1 - Ambrosian Chant
Postado por wojtyla em segunda-feira, 7 de abril de 2014.
Endangered Blood - Endangered Blood (2011)
Postado por Thiago Miotto em sábado, 5 de abril de 2014.


"Oscar Noriega (alto saxophone and bass clarinet), Trevor Dunn (bass), Jim Black (drums) and Chris Speed (tenor saxophone), carry on the genre-pushing, limitless experimentation of bands like Alas No Axis, Human Feel and Electric Masada (all of which include EB members). Endangered Blood also is an urgent example of the jazz tradition's continuing power to inspire musicians to reinvent, reinterpret and re-shape. Most of all it is a celebration of long-term commitment - to friendships and to music itself. Endangered Blood was formed in 2008 to play at a benefit for a friend's cancer treatment - thus their original name, The Benefit Band. Longtime friends and collaborators Chris Speed and Jim Black should need no introduction to fans of cutting edge music. Their work together has included some of the most influential avant-jazz of the last twenty years- in their own bands and with artists like Uri Caine and Tim Berne's bloodcount. Trevor Dunn is one of the top bassists of his generation, known both for his legendary avant-rock band Mr. Bungle and for his extensive work with John Zorn and Mike Patton. Multi-reedist Oscar Noriega's relationship with Speed and Black stretches back over twenty years. Awareness of his role as an underground force in the New York jazz world is rapidly expanding due to his recent work with Paul Motian, Lee Konitz and Berne's new quartet Los Totopos".


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Cosa Brava - Ragged Atlas (2010)
Postado por wojtyla em domingo, 9 de março de 2014.

Estou subindo novamente este que possivelmente é o álbum mais inventivo e original da década. O nível de criatividade aqui vai mais longe do que as vezes a prórpia música parece suportar.

Andre Carvalho












Fred Frith
guitar, bass, voice
Carla Kihlstedt violin, nyckelharpa, bass harmonica, voice
Zeena Parkins accordion, keyboards, foley objects, voice
Matthias Bossi drums, percussion, sruti box, voice
The Norman Conquest sound manipulation
Special guest Anantha Krishnan: mridangam and tabla






360 MB | FLAC

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Slapp Happy / Henry Cow - Desperate Straights (2004)
Postado por Andre Carvalho em quinta-feira, 6 de março de 2014.





line-up:
Dagmar Krause - voice, wurlitzer
Peter Blegvad - guitar, voice
Anthony Moore - piano
Fred Frith - guitar, violin
Chris Cutler - drums
Tim Hodgkinson - clarinet, piano
John Greaves - bass guitar, piano

with
Muchsin Campbell - french horn
Lindsay Cooper - oboe, bassoon
Nick Evans - trombone
Mongezi Feza - trumpet
Geoff Leigh - flute
Pierre Moerlen - percussion




Some Questions About Hats
The Owl
A Worm Is at Work
Bad Alchemy
Europa
Desperate Straights
Riding Tigers
Apes in Cages
Strayed
Giants
Extract from the Messiah
In the Sickbay
Caucasian Lullaby

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John Coltrane - Lush Life (1958 - Prestige-Japan)
Postado por Andre Carvalho em quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014.


It is important, in our society, for Brand X to be better than Brand Y, or for Teenager X to sell more records of a song about the agony of young love than Teenager Y, but to Coltrane, it is important only that a tenor solo of his own be superior to another tenor solo of his own. Tha is a lonely and frightening position to be in, but the only valuable things we have are given us by men in that position.

Joe Goldberg




"Everything you play reflects all your experiences."

                                   - John Coltrane





Like Someone In Love
I Love You
Trane's Slow Blues
Lush Life
I Hear A Rhapsody


FLAC | 160 MB
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Anouar Brahem Trio - Astrakan Café (2000)
Postado por Andre Carvalho em domingo, 23 de fevereiro de 2014.


Anouar Brahem é um compositor tunisiano que une  a contemporaneidade da música árabe com o jazz e outras vertentes musicais. Brahem morou algum tempo na França onde colaborou com alguns músicos franceses compondo trilhas sonoras para filmes de seu país.

A ligação de Brahem com o cinema é forte, chegando a dirigir um documentário em 2007 chamado Mots d'après la guerre (Palavras depois da guerra), o qual reúne depoimentos de artistas, músicos e intelectuais líbaneses um dia depois do cessar fogo entre Líbano e Israel, após a guerra que ocorrera no verão de 2006.

Astrakan Café é um álbum que realmente vale muito a atenção de quem for ouvi-lo.

Todos os álbuns de Brahem foram lançados pela ECM.












Anouar Brahem - oud
Barbaros Erköse - clarinet
Lassad Hosni - bendir, darbouka

Recorded at Monastery of St Gerold in Austria in June 1999


Aube Rouge à Grozny
Astrakan Café Part 1
The Mozdok's Train
Blue Jewels
Nihawend Lunga
Ashkabad
Halfaouine
Parfumo de Gitane
Khotan
Karakoum
Astara
Dar Es Salam
Hijaz Pechref
Astrakan Café Part 2

106 MB | 320 kbps



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John Zorn - Shir Hashirim (2013)
Postado por Andre Carvalho em sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014.


Excelente composição vocal do Zorn. Quem gostar desse álbum pode ouvir tranquilamente também o espiritualíssimo FilmWorks XXII dele, o The Last Supper (que pode ser baixado aqui). Boa audição!









Lisa Bielawa: voice
Martha Cluver: voice
Abigail Fischer: voice
Kathryn Mulvehill: voice
Kirsten Sollek: voice


Kiss me  
Rose of Sharon  
At night in my bed 
How beautiful you are 
I have come into my garden 
Where has your lover gone 
Dance again 
O, if you were only my brother

152 MB | FLAC
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Don Cherry - Live In Ankara (1969)
Postado por Andre Carvalho em quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014.










Arranged By – Maffy Falay (tracks: 5, 6, 9 to 12)
Bass – Selçuk Sun
Drums, Percussion – Okay Temiz
Percussion, Tenor Saxophone – Irfan Sümer
Photography By – Rita Knox
Producer – Keith Knox
Don Cherry - Trumpet, Trumpet [Trumpet-zürna], Piano, Vocals, Flute



Gandalf's Travels
Ornette's Concept
Ornette's Tune
St. John & The Dragon
Efeler
Anadolu Havasi
The Discovery Of Bhupala
Water Boy
Yaz Geldi
Tamzara
Kara Deniz
Köcekce
Man On The Moon
The Creator Has A Masterplan
Two Flutes

83 MB | 320 kbps
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Dilermando Reis - Sua Majestade, O Violão (1956)
Postado por Andre Carvalho em quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014.










Malagena
Pavana
Clair de Lune
Romanza
Noturno Nr. 2 Opus 10
Se Ela Perguntar
Romance de Amor
Índia
Foi Bôto Sinhá
Araguaia
Marcha Triunfal Brasileira

86 MB | 320 kbps
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Tomasz Stańko - Dark Eyes (2009)
Postado por Andre Carvalho em segunda-feira, 13 de janeiro de 2014.



Um dos melhores discos de jazz que já tive a oportunidade de ouvir.




Tomasz Stańko é um trompetista polaco nascido em Rezeszów em julho de 1942. Tinha apenas 20 anos quando chamando a atenção, fora convidado para compor o grupo musical do grande Krzystof Komeda (percursor do jazz na Polônia), com quem gravou mais de 11 álbuns em apenas 5 anos nos quais permaneceu no conjunto.



















Na década de 70 começou a se envolver com os principais músicos da cena de vanguarda na europa, lançando alguns álbuns pela ECM, gravadora com a qual mantém uma estrita relação até os dias atuais. 

Dark Eyes de 2009 alcançou grande sucesso de público e crítica, levando-o a uma extensa turnê européia.

Este álbum chama a atenção por sua solidão, por seu caráter noturno, intrinsecamente introspectivo. Algo para se retornar, retornar e retornar...











Tomasz Stańko - trumpet
Jakob Bro - guitar
Alexi Tuomarila - piano
Anders Christensen - bass guitar
Olavi Louhivuori - drums



So Nice
Terminal 7
The Dark Eyes Of Martha Hirsch
Grand Central
Amsterdam Avenue
Samba Nova
Dirge For Europe
May Sun
Last Long
Etiuta Baletowa No. 3




FLAC | 350 MB
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Gestalt - Gomorrha Vs. Khan (1999)
Postado por Henrique Tonin em sábado, 11 de janeiro de 2014.
Conheci o Gestalt há alguns anos em um forum de música, num post que a apresentava como uma banda de avant-garde/prog na mesma linha do Happy Family (também japonesa). 

Por algum motivo, o Gestalt permaneceu mais obscuro que o Happy Family, e deixou apenas um álbum (ゴモラ vs 不動明王), gravado em 1998 e lançado em 99, e é uma pena, porque o som das duas tem as mesmas qualidades.

Recomendo expressamente.

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Songs / Tracks Listing

1. Synsonic: Introduction (1:54)
2. Gomorrha Vs. Khan (I. Part One) (2:52)
3. Khan (6:44)
4. Gomorrha Vs. Khan (II. Part Two) (6:24)
5. Celtic Song (6:35)
6. Wakt El Istikhad (7:18)
7. Gomorrha Vs. Khan (III. Part Three) (0:58)
8. Gomorrha (7:09)
9. Alien (5:45)
10. Cyberstates (3:55)
11. Son Of The Sun (4:09)
12. Black Hole (8:09)

Total Time: 61:52





Obs: Em alguns lugares a banda é relacionada como francesa, porque existe uma banda de post-rock francesa de mesmo nome. Não confundir.

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Jean Sibelius & Alfred Schnittke - Concertos
Postado por Andre Carvalho em sexta-feira, 20 de dezembro de 2013.







Duas obras fantásticas. O Concerto para Violino Op. 47 do Sibelius e o famoso Concerto Grosso No. 1 do Schnittke.


O Concerto para Violino do Sibelius inicialmente havia sido escrito em homenagem ao grande violinista da época Willy Burmester, isto em 1903. Por questões financeiras Burmester não pode estrear  a obra, o que levou Sibelius a deixá-la ao encargo de Victor Novacek, um professor de música da cidade de Helsink. A estréia foi um fracasso. Novacek não deu conta da complexidade da obra. Depois de várias correções e revisões, Sibelius entregou a obra ao encargo do grande Richard Strauss e da Filarmônica de Berlin; novamente Burmester não pode executá-la; sendo assim, Karel Halir (com quem Burmester rivalizava), foi incumbido de estrear a obra na Alemanha. Burmester ficou tão ofendido que jurou que jamais interpretaria o concerto. Sibelius então o re-dedicou a um jovem garoto prodígio finalandês do violino.
A obra belíssima, possui a vitalidade intercalada com momentos de beleza característica do compositor finlandês, em alguns momentos chegando a lembrar as sinfonias do Mendelssohn. 


***


O famoso e surpeendente Concerto Grosso No. 1 do Schnittke já foi postado aqui no Sonora. Esta execução não difere muito da outra postada. Ambos os solistas (nada mais nada menos que Gidon Kramer e Tatjana Gridenko) apresentam um entrosamento fantástico, absolutamente necessário para este concerto.

***

Na promoção do dia você leva duas grandes obras pelo preço de uma! Aproveite!







Jean Sibelius
Violin Concerto in D minor, Op.47
 1. Allegro moderato
 2. Adagio di molto
 3. Allegro, ma non tanto

Alfred Schnittke
Concerto Grosso No. 1
4. Preludio
5. Toccata
6. Recitativo
7. Cadenza
8. Rondo
9. Postludio


250 MB | FLAC
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Chico Buarque & Ennio Morricone - Per un pugno di Samba (1970)
Postado por Andre Carvalho em quarta-feira, 4 de dezembro de 2013.


Sim, a dupla existiu.












1. Rotativa
2. Samba E Amore
3. Sogno Di Un Carnevale
4. Lei No, Lei Sta Ballando
5. Il Nome Di Maria
6. Funerale Di Un Contadino
7. In Te
8. Queste E Quelle
9. Tu Sei Una Di Noi
10. Nicanor
11. In Memoria Di Un Congiurato
12. Ed Ora Dico Sul Serio

320 KBPS | 130 MB
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Vagner Cunha - Além (2011)
Postado por Andre Carvalho em quinta-feira, 28 de novembro de 2013.




Não vou conseguir escrever muita coisa sobre este álbum, por mais que eu tente. Creio que a única coisa que conseguirei é atrasar ainda mais e mais esta postagem.

Vagner Cunha é um compositor residente em Porto Alegre, cuja história na música como "protagonista" digamos assim, é recente. Vagner fez vários arranjos para diversos projetos, desde o Paralelo 30 (grupo gaúcho da década de 80' que contava com a participação do Bebeto Alves), até mesmo para duplas sertanejas. 

A relação que ele possuia com a música teve uma brusca mudança recentemente, passando de um simples trabalho como outro qualquer, para algo realmente sério e profundo. Esta mudança permitiu a realização de obras memoráveis, como o ballet Mahavidyas, e o álbum em questão chamado Além. 

Aqui uma pequena amostra do talento adimrável do Vagner.

Morphine from Vagner on Myspace.



São muitas pequenas coisas a serem mencionadas para que se pudesse ter um panorama geral do álbum, como a voz da cantora Gisele de Santi tornando a letra por vezes irreconhecível, mas não é preciso que se faça isso, creio inclusive ser muito mais encantador ouvi-lo e aos poucos ir reconhecendo estes detalhes ao mesmo tempo em que vai se apaixonando pela música.

Um único e importante aviso é que este álbum é realmente viciante.

Tenho que agradecer sinceramente ao Gui Saez por ter me apresentado o trabalho do Vagner ha quase um ano atrás.

site








Vagner Cunha - violino, viola, harmônio, glockenspiel e piano
Gisele De Santi - Voz
Julia da Rosa Simões - flauta
Luciano Dalmolin - contrabaixo

Participações especiais:
Cuca Medina (vozes) em Saturno
Vitor Ramil (voz) em Vem
Dudu Sperb (voz) em Canção e Sala de Espelhos
Antonio Borges-Cunha (acordeão) em Ondina


Ondina
Vem
Além
Sala de Espelhos
Metamorfose I
Interior Holandês
Canção
Saturno


276 MB | FLAC
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5uu's - Hunger's Teeth (1994)
Postado por gnizamagnikcuf em quarta-feira, 27 de novembro de 2013.
Álbuns como esse realmente destroem pessoas que tentam classificar bandas por gêneros. Talvez uma música comece suave, com cantos de falsetto de Bob Drake. Então, Drake grita, e os ritmos passam a se complicar.
É como tentar imaginar um Brad Pitt gordo numa banheira, nu, estuprando cada um de seus filhos africanos adotivos com uma estaca de madeira pegando fogo no seu cu.
Aliás, essa não é a descrição do álbum.


OH YES
 





Lucio Yanel e Yamandu Costa - Dois Tempos (2001)
Postado por Andre Carvalho em sábado, 2 de novembro de 2013.




O registro gravado em 2001 que reúne mestre e aprendiz conta também com 3 arquivos extras os quais não aparecem no registro original, tendo sido adicionados por alguém que incialmente subiu o álbum para algum servidor. Resolvi por bem deixar estes arquivos pois são igualmente de uma qualidade impar, além de me parecerem raros, como o caso do registro de Yanel e Yamandu interpretando o Trenzinho Caipira em 2001 no programa do Bóris Casoi. 

Há de se render para tamanha qualidade técnica, virtuose e sentimento presente juntos nestes dois musicistas, verdadeiros gênios.

(Aqui um post falando mais detalhadamente da vida e obra do Lucio Yanel)








Dois Tempos - tango
Doutor Sabe Tudo - choro
La Cau - chamamé
Pout-Pourri
El Paraná En Una Zamba - zamba
Amazônia - polca
Brejeiro - choro
La Libre - chacarera
Itá Enramada - chamamé
Milongueo Del Ayer - milonga
Cristal - choro
 Brasiliana Número Quatro - samba bossa nova / valsa / choro
Pôr Do Sol - valsa

Extras:
Chovendo Na Roseira 
Desvairada 
Trenzinho Caipira 



92 MB | 192 kbps




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Drunken Forest - EP (Biaggio Vessio)
Postado por Thiago Miotto em quinta-feira, 17 de outubro de 2013.


Drunken Forest é um desafiador projeto de Biaggio Vessio, guitarrista, compositor e improvisador paulistano. Muitas críticas estão classificando o álbum e projeto como Math Rock, mas, ao invés de reduzi-lo ao que comumente é conhecido pelo estilo, estou mais propenso a enxergá-lo como um trabalho que segue na direção do “poliestilismo radical”, que podemos conferir em diferentes abordagens nas obras de Alfred Schnittke, Ennio Morricone, Fantômas, Frank Zappa, John Zorn, Luciano Berio, Mr. Bungle, entre outros.

Conheço pessoalmente o Biaggio há anos e acredito que posso afirmar sem receio que, apesar do pouco conhecimento do público (muito por conta de ter nascido e morar no Brasil, país que oferece pouco espaço para este tipo de música), ele é um dos maiores responsáveis na atualidade por novas abordagens na maneira de tocar guitarra e compor a partir do instrumento. O EP que segue é uma prova viva do que falo. Nas entrelinhas das passagens, sem o apelo visual, fica difícil distinguir quanto domínio e técnicas inusitadas o trabalho pede. De qualquer maneira, a trama sonora não perde em nada para o espanto que é assistir o Biaggio tocando suas músicas.

À parte o trabalho com as composições, o guitarrista também se aventura no crescente cenário paulistano da improvisação livre, tendo sido integrante do extinto quinteto Mnemosine 5, que vocês podem conferir em vídeo clicando aqui, e participando esporadicamente do Circuito de Improvisação Livre. 

Por fim, há um fato que chama muita atenção neste EP: com exceção do saxofone, todos os outros instrumentos - guitarra, baixo, teclados, bateria e percussões - foram escritas e ou executadas pelo próprio Biaggio Vessio.

Resumidamente: aos ouvidos sem barreiras, fica a dica de um ótimo trabalho a ser conferido.





Download - EP Drunken Forest (Biaggio Vessio)

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John Zorn - Filmworks XXIII: El General
Postado por Andre Carvalho em quarta-feira, 16 de outubro de 2013.








Certamente épico não é o adjetivo adequado para esta maravilha do Zorn, até porque o termo épico sempre me faz saltar na cabeça a imagem do Conan. O certo é que parece ser impossível a reunião de Ribot, Rob Burger e  Kenny Wollesen não produzir algo singelo e grandioso ao mesmo tempo.  


Em julho de 2008, Zorn foi informado por Ribot que sua querida amiga e diretora Natalia Almada estava considerando chamar Zorn para compor a trilha sonora de seu próximo filme, um documentário sobre a vida do general mexicano Plutarco Elias Calles. O general Plutarco Elias Calles governou o México no período da Guerra Cristera, entre 1926 e 1929, guerra essa que teve origem quando em 1917 houve mudanças na constituição que retiravam e muito a influência da igreja sobre o estado. Os cristeros, como assim se auto-proclamavam, pois acreditavam estar lutando pelo prórpio Jesus Cristo, se rebelaram contra estas mudanças; depois de um longo período, quase uma década depois das mudanças constitucionais, a guerra eclodiu. Os 3 anos que se seguiram de conflitos deixaram cerca de 90 mil mortos.

°°°

Zorn havia composto recentemente outras trilhas sonoras, e estava finalizando alguns projetos, por isso deixou Natalia procurar por outros compositores que pudessem aceitar o trabalho, sem contudo abandonar o projeto em definitivo, deixou uma porta aberta para caso a diretora ainda necessitase contar com ele.Cinco semanas após Zorn ter tomado esta decisão seu telefone tocou, era Ribot pedindo um favor, Natália foi infeliz em conseguir outro compositor para a trilha de seu documentário. Sendo Ribot como disse Zorn, um dos seus mais queridos amigos e um dos seus colegas mais íntimos, sentiu um peso de responsabilidade pelo projeto e o aceitou mesmo com certo receio.

Natalia era relutante em se usar música tipicamente mexicana na trilha, "nada de mariachis, rancheras ou música norteña". A diretora queria algo mas minimalista "como Phillip Glass, e não tão dramática". A música pensada e escrita por Zorn era muita mais abstrata, colorida e dramática do que a preterida pela diretora, "mas não uma dramaticidade ingênua, uma dramaticidade que demonstrava o constante diálogo entre a luz e a escuridão, o bem e o mal". De fato, a metáfora é um gênero de linguagem muito pobre tanto para a música como para o cinema (isso não impede que com maestria alguns diretores/escritores a consigam usar muito bem), mas na maioria dos casos é sempre desastrosa. Vejam só o caso do tão aclamado livro "A Revolução dos bichos" do Orwell; mesmo o escritor tendo intencionado dar um caráter totalmente didático a obra, literiariamente A revolução dos bichos é extremamente pobre, e mesmo em se tratando de uma crítica a um regime político, a mesma ainda é carente e superficial; a metáfora parece estar tão intrincada na mente do autor que a obra já nasceu absolutamente limitada; porque não citar "A longa jornada" do Richard Adams então como crítica de alguma coisa e de algum regime? O livro em questão de Adams não lida com metáforas óbvias e pobres e por isso vai mundo mais fundo na psicologia e mazelas da alma humana, organização da sociedade civil e tudo o mais. Antes, Adams investe sobre as impressões de situações, como lidamos com dados contextos. A ligação de tudo isso com o álbum do Zorn é que não há metáforas pobres, os temas mexicanos não aparecem para compor uma história e um cenário tipicamente mexicano. Bejos de Sangre por exemplo, consegue de uma forma quase inimaginável nos por nesta situação de bem e mal, luz e escuridão citada por Zorn. Nós viajamos ao México do ínicio do séc. XX, sem dúvidas, mas não vamos através de "pontes" fracas e imediatistas, e sim através de profundas impressões, nos guiando puramente pelo sentimento. 


Um dia antes de entrar em estúdio para gravar o álbum Zorn mandou um e-mail alertando para Natalia a disparidade da música a qual ela desejava da música pensada por ele, perguntando se ainda assim poderiam gravar ou não. A resposta da diretora foi dada em uma palavra: "Adelante!"


Mas, o desfecho da história não foi o esperado; Natalia havia contratado um outro músico as escondidas para compor a trilha, e somente 3 das 10 faixas compostas por Zorn e companhia foram utilizadas no filme. Zorn simplesmente brincou com a asituação, dizendo ser a moral da história: "Confie nas suas primeiras intuições".








Bass – Greg Cohen
Guitar – Marc Ribot
Marimba, Vibraphone, Drums – Kenny Wollesen
Piano, Accordion – Rob Burger
Composed, Arranged, conducted and produced by John Zorn





Los Cristeros
El General
Besos de Sangre
Maximato
Soviet Mexico
Lagramas Para Ti
Mala Suerte
Exilio
Recuerdos
Besos de Sangre (piano trio)
Exactamente Eso



FLAC | 269 MB
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