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Postado por André Carvalho
em domingo, 13 de maio de 2012.
Excelente recomendação do Henrique, comecei a escutar hoje de manhã e só mudei o play agora a pouco rs
Excelente, tanto as composições para cordas como para o quarteto de guitarras elétricas. A música que mais me chamou atenção foi o Quarteto para Guitarra Eletrica A; feeling fora do comum, lindo demais mesmo. Esperam que apreciem tanto quanto eu estou apreciando :)
Postado por André Carvalho
em sábado, 12 de maio de 2012.
Como o próprio nome sugere, este não é um requiem comum (nem um pouco aliás).
O PQP Bach fez uma resenha linda (e obrigatória) sobre esta obra (click aqui), detalhadamente dissertando sobre todos os seus aspectos criativos, por isso não me sinto nem um pouco confortável em dissertar muito. Só o que posso dizer é que fiquei maravilhado e impressionado, primeiro pela beleza e desafio do Requiem, e segundo por saber que música de tamanha qualidade e engenhosidade é feita no Brasil (o que é uma besteira se impressionar com isso, mas infelizmente ainda se tem alguns vícios que não são deixados de lado facilmente).
Se eu fosse paraibano iria agora mesmo no Departamento de Música da Universidade Federal da Paraíba dar um abraço nesse senhor, o se ia!
Regozijai-vos (ou não):
Gloria
Confiteor
Non Credo
1. Introitus
2. Kyrie
3. Non credo
4. Confiteor
5. Gloria
6. Dies irae
7. Rex tremendae
8. Confutatis
9. Communio
10. Sanctus
Vianey Santos, tenor
Wanini Emery, soprano
Tião Braga, recitante
Coral Universitário da Paraíba Gazzi de Sá
Orquestra de câmara formada por integrantes do Quinteto da Paraíba, do Quinteto de Sopros Latino-Americano e convidados.
Postado por Henrique Tonin
em sexta-feira, 11 de maio de 2012.
Banda que ja teve um álbum postado por aqui e deve ser um dos melhores sons, vindos do Brasil e arredores, que já ouvi. Aproveitando o post, "subi" novamente o outro álbum, que havia ido para o limbo; confira o post original aqui.
1. Prole do Bebê nº1
2. Choros Nº5 "Alma Brasileira"
3. Choros Nº2
4. Cirandas Nº2 - A Condessa
5. Saudades das Selvas Brasileiras Nº1
6. Estudos para violão Nº12 e Nº8
7. Ouvido
8. Choro Esquecido
9. Vento Download
Para quem eventualmente ainda não tenha ouvido, esse vídeo dá uma idéia do que esperar:
Postado por Henrique Tonin
em domingo, 6 de maio de 2012.
Falar sobre John Cage seria uma tarefa complicada. Este post não é exatamente uma introdução à sua obra — muito menos algo que reflete, pontualmente, suas buscas como compositor e homem. O que fiz foi uma seleção das suas obras seguindo um critério puramente subjetivo: aquelas que considero especialmente tocantes.
Em poucas palavras, este post é uma tentativa de dividir - com uma pessoal especial para mim - as experiências tão significativas que estas obras me permitiram um dia.
Obscure No. 5 - Jan Steele / John Cage: Voices and Instruments (1976)
O título do álbum e a associação dos nomes de Jan Steele e John Cage
podem causar alguma estranheza. Isso porque o álbum, na verdade, é um
lançamento da extinta gravadora Obscure, de Brian Eno, com
uma seleção de obras dos dois compositores executadas por convidados
especiais (Fred Frith, Carla Bley, Robert Wyatt, entre outros).
Uma delas é uma das suas composições que considero mais belas (se é que o adjetivo não é uma restrição das intenções do compositor): a peça para piano In a Landscape, executada por Richard Bernas.
In a Landscape reúne principalmente obras do período compreendido entre 1938 e 1948, entre elas algumas das que eu considero mais belas: a própria peça In a Landscape, a Suite for Toy Piano e Dreams.
***
(Mp3)
John Cage - Annelie Gahl, Klaus Lang
–
Melodies & Harmonies (2010)
Este álbum reúne versões para violino e piano elétrico das Six Melodies (de 1950) e das Thirteen Harmonies (de 1985). As harmonias foram compostas seguindo o mesmo impulso do String Quartet in Four Parts, enquanto as melodias eram consideradas por John Cage como um post-scriptum do mesmo. As Thirteen Harmonies são arranjos de Roger Zahab, feitos com o consentimento do compositor, a partir das 44 Harmononies (movimento da obra Apartment House 1776, for voices and instruments, de 1976).
Postado por André Carvalho
em sábado, 5 de maio de 2012.
A melhor interpretação que eu ouvi até hoje da 3ª sinfonia do Shostakovich (LSO é difícil de decepcionar). Composta para homenagear o primeiro de maio, dia do trabalhador, ao mesmo tempo em que ela possui momentos de beleza e calma, também é enérgica e vigorosa, mas sem nunca perder esta beleza.
Todo o destaque da sinfonia vai sem dúvida para o último movimento coral, escrito sobre um texto do poeta revolucionário russo Semyon Isaakovich Kirsanov, relacionado ao dia do trabalhador e a revolução. Não gostaria de dar interpretações muito subjetivas para esse último movimento, mas mesmo sabendo que o Shosta tinha muito mais a idéia de homenagear os trabalhadores do que convocá-los a um levante mundial, é incrível como este último movimento parece ter essa força revolucionária; por isso creio que este caráter venha desta interpretação em específico, escutei outras 2 e elas soaram realmente muito diferentes quanto a este aspecto.
Mas enfim, independente de qualquer coisa, essa sinfonia é absolutamente linda.
Postado por André Carvalho
em quinta-feira, 26 de abril de 2012.
Três incríveis e fantásticos hinos sacros do senhor Alfred Schinttke, mais a sua sinfonia de Nº 4.
Não, o arquivo não está errado, Schnittke compôs sua 4ª sinfonia em um único movimento de 45 minutos.
Sobre os hinos, é difícil descreve-los, mas, me parece tão claramente que eles mostram a tensão e a busca espiritual do Schnittke dentro da religião e dentro do próprio catolicismo. No primeiro, Hail to the Holy Virgin, que tem pouco mais de 1 minuto e meio, não há um nível de exaltação muito grande, é muito mais contemplativo. O segundo, Lord Jesus Son of God, já atinge um nível de exaltação maior que o primeiro, e se vocês notarem eles são idênticos, somente diferindo no clímax (onde no primeiro não ocorre). Já o terceiro hino, Our Father (The Lord's Prayer), condensa o aspecto contemplativo do primeiro, o clímax do segundo, desenvolvendo-os em um único hino. Isto é para ser transportado para outra dimensão.
Postado por Henrique Tonin
em quarta-feira, 25 de abril de 2012.
Repostando a discografia (por enquanto sem resenha devido a problemas de formatação). Agradeçam ao André Carvalho pela gentileza de upar todos os álbuns, que haviam ido para o limbo. :)
Em breve posto novamente o "Desesperate Straights" e os bootlegs.
Postado por André Carvalho
em terça-feira, 24 de abril de 2012.
Desconhecia completamente. Upei ha um um tempo atrás uma música no youtube de uma banda de avantprog sueca chamada Ur Kaos, e pelo mesmo youtube um senhor (de nacionalidade sueca), me agradeceu pelo vídeo, pelo post, falando que esta banda o fazia recordar de sua juventude. Outra recordação de sua juventude era também um álbum chamado "Music for the Dying Forest", de um artista sueco chamado Lach'n Jonsson, o qual dizia ele estar fora de catálogo há muito tempo e sem disponibilidade de download na internet. Pois bem, consegui a muito custo um torrent no rutracker deste álbum, e fazendo download a 1.3 kbps por segundo, consegui baixá-lo depois de muito tempo (em seguida upando no mediafire e mandando o link para o gentil senhor). Existe ainda outro álbum do mesmo compositor pelo que pesquisei, chamado "Songs from citys of decay" de 89', o qual estarei postando em breve.
Só escutei o álbum uma única vez, por isso não me arrisco a fazer nenhuma crítica. Segue o link com mais informações a respeito dos álbuns e do compositor, diretamente no site da Bauta Records.
Postado por André Carvalho
em sábado, 21 de abril de 2012.
Não há muito o que saber da banda. Li algumas críticas que consideravam-na a grande banda de RIO do início do séc. XXI, o que é totalmente justificado pois o Crashing Icons é um álbum do caralho mesmo. No entanto não é nem um pouco fácil de digerir, mesmo pra quem curte RIO a mais tempo e já está habituado com a sonoridade.
O álbum tem que ser apreciado com cuidado, com várias audições eu presumo. Minha dica (se é que ela é necessária), é começar pela última faixa (e a melhor na minha opinião) Sueños Sobre un Espejo, um tango de outro mundo; Stutter Rock/You Said também é uma boa pra começar por conta da linha de baixo fantástica que ela possuí (aliás, o álbum todo possui).
Enfim, um álbum de RIO incrível, que merece realmente a atenção de quem gosta do gênero.
Postado por André Carvalho
em domingo, 15 de abril de 2012.
folk/progressive
Devo escutar o Pentangle desde que eu tinha uns 12 anos, talvez a única banda que não saiu do meu gosto desde aquela época. Tinha uma sensação estranha em relação a eles quando os escutava, não me lembro bem ao certo porque, talvez pela consistência da formação onde nenhum membro ou instrumento se destaque mais que os outros, por exemplo, mesmo a vocalista Jacqui McShee tendo a voz incrível que tem e sendo tão díspare da voz do outro vocalista (e violonista) Bert Jansch (infelizmente falecido ano passado em decorrência do álcool), não havia uma competição entre ambos, as duas vozes completavam-se perfeitamente. O guitarrista John Renbourn também era extremamente conceituado como solista no meio folk britânico da época, mas no Pentangle ele era "apenas" um dos 5 integrantes, junto com o baixista Danny Thompson e o baterista e percussionista Terry Cox.
O Pentangle, tem como eu disse, uma das formações mais consistentes que eu conheço, tanto pela forma com que seus integrantes se completam, como a ver pela sua discografia, sendo ela cheia de pérolas (mesmo em 80' quando a banda foi para um lado mais new age), e também não contendo um grande número de álbuns, visto que a banda não tinha preocupação de lançar um disco atrás de outro por motivos comerciais. O quinteto se juntou em 67 na Ingleterra e até pouco tempo fazia pequenas apresentações aos fãs. Quem quiser saber mais sobre a banda basta ir na wikipédia ou baixar o "The Time Has Come", um box com 3 cds o qual contém um livreto que conta toda a história da banda, será a última coisa que irei postar.
O álbum mais conhecido da banda é sem dúvida o Basket of Light (o mais bem conceituado pela crítica também), porém, mesmo tendo o meu preferido (o Cruel Sister), não vejo um álbum se destacando muito em relação aos outros. Como eu disse, o Pentangle tem uma coerência e uma consistência muito grande e isto se reflete na sua discografia também.
Quem for ouvir a banda verá que eles tem uma identidade muito própria, tanto em canções mais simples e melodiosas (como No love is Sorrow ou Willy O' Winsbury), ou em canções mais psicodélicas e progressivas (Jack Orion ou Reflection).
Tem várias músicas deles que eu gostaria de escrever longamente, mas para evitar um post gigantesco (visto que ele já será grande), vou me limitar a pedir que deêm especial atenção para Hunting Song (Basket of Light) e Cruel Sister (Cruel Sister), músicas imensamente fantásticas.
1. Market Song /2. No More My Lord/ 3. Turn Your Money Green /4. Haitian Fight Song /5. A Woman Like You /6. Goodbye Pork-Pie Hat /7. Three Dances - Brentzel Gay - La Rotta - The Earl Of Salisbury /8. Watch The Stars /9. So Early In The Spring /10. No Exit /11. The Time Has Come /12. Bruton Town /13. Hear My Call /14. Let No Man Steal Your Thyme /15. Bells /16. Travelling Song /17. Waltz /18. Way Behind The Sun /19. John Donne Song
Disc 2:
1. Sweet Child /2. I Loved A Lass /3. Three Part Thing /4. Sovay /5. In Time /6. In Your Mind /7. I've Got A Feeling /8. The Trees They Do Grow High /9. Moon Dog /10. Hole In The Coal /11. Hole In The Coal (Alt. Version) /12. The Trees They Do Grow High (Alt. Version) /13. Haitian Fight Song (Studio Version) /14. In Time (Alt. Version)
1. Hear My Call /2. Turn Your Money Green /3. Travelling Song /4. Let No Man Steal your Thyme /5. Soho /6. No More My Lord /7. Every Night When The Sun Goes In /8. I Am Lonely /9. Forty-Eight /10. Orlando /11. Three Dances /12. The Time Has Gone
13. I've Got A Feeling /14. Sweet Child /15. In Your Mind /16. I Loved A Lass /17. Sovay
18. Sally Go Round The Roses /19. Bruton Town /20. Cold Mountain /21. I Am Lonely
22. The Cuckoo /23. Light Flight
Disc 2
1. Hunting Song /2. Moondog /3. House Carpenter /4. Name Of The Game /5. Train Song /6. Springtime Promises /7. Country Blues /8. The Trees They Grow High /9. Lyke Wake Dyrge /10. Reynardine /11. Light Flight /12. A Maid That's Deep In Love /13. Will The Circle Be Unbroken? /14. Lord Franklin /15. Lady Of Carlisle /16. People On The Highway /17. No Love Is Sorrow /18. Jump Baby Jump /19. Cherry Tree Carol
5. Forty-Eight /6. Koan /7. In Your Mind (BBC session 1968) /8. Sovay (BBC session 1968) /9. In Time /10. Sweet Child /11. The Trees They Do Grow High(alternate take) /12. Moondog /13. Light Flight /14. Once I Had A Sweetheart /15. I Saw An Angel (single B-side) /16. Springtime Promises /17. Cold Mountain (single B-side) /18. Train Son /19. Hunting Song (BBC session 1969)
Disc 2 - Studio 1970-1973
1. Lord Franklin /2. Jack Orion (instrumental edit) /3. Cruel Sister /4. Helping Hand /5. Faro Annie /6. Reflection (alternate take) /7. So Clear (aka John's Song - alternate take) /8. The Snows /9. Jump Baby Jump
10. Yarrow /11. Tam Lin (from the film Tam Lin) /12. The Best Part Of You (from the film Tam Lin) /13. Green Willow (from the Lost Sessions)
Disc 3 - Live: Royal Festival Hall, June 29, 1968
1. Waltz /2. Way Behind The Sun /3. The Time Has Come /4. Let No Man Steal Your Thyme /5. So Early In The Spring /6. Hear My Call /7. No More My Lord /8. Three Dances: Brentzal Gay/ La Rotta /The Earle Of Salisbury /9. Market Song /10. Bruton Town /11. A Woman Like You /12. No Exit /13. Haitian Fight Song /14. Goodbye Pork Pie Hat /15. Bells /16. John Donne Song /17. Watch The Stars /18. Turn Your Money Green /19. Travelling Song